sexta-feira, 16 de maio de 2014

Turmas de PLE lendo e escrevendo no Blog: experenciando no curso de extensão da UFBA

Resumo do  artigo apresentado no X CONSIPLE, Congresso Internacional da SIPLE, Vidas em Português Políticas Multilaterais para o Ensino e a Formação em PLE/PL2. 

Sara Oliveira da Cruz.
Orientadora: Prof.ª Dr.ª Iracema Luiza de Souza.

Muitos estrangeiros vêm ao Brasil com o objetivo de aprender a falar e escrever melhor em língua portuguesa, bem como conhecer e viver a cultura. Ao viverem no Brasil, comparam constantemente a sua cultura com a do outro (brasileiro). Essa prática discursiva foi percebida durante as produções orais e escritas dos alunos do curso de PLE no Núcleo Permanente de Extensão em Letras (NUPEL/UFBA). Pretendo, com este trabalho, relatar a minha experiência, enquanto professora de Português como Segunda Língua, em que criei um blog a fim de compartilhar algumas das produções textuais feitas pelos alunos.  Nessa perspectiva, adotei a abordagem comunicativa para o ensino de língua estrangeira (Cf. SILVEIRA, 1999), a concepção de língua como lugar de interação (Cf. GERALDI, 1997; MARCUSCCHI, 2008; KOCH, 2002) e o papel dos gêneros textuais (Cf. BAKHTIN, 1997; MARCUSCCHI, 2005) no uso da língua e, consequentemente, no ensino da mesma (Cf. ANTUNES, 2009; KOCH, 2002).

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Rotina em Salvador, BA,Brasil

Por Mathieu Molitor
Nível Intermediário I

O meu dia sempre começa de maneira brutal com o alarme do meu celular, o qual emite um som muito estridente às 6 horas em ponto. Quando alcanço a cozinha, com a sensação de estar cercado por uma bruma densa, me dirijo para a TV a fim de ouvir Ricardo e Silvana enumerar os acidentes de carros que aconteceram à noite, enquanto verifico se tem alguma coisa no refrigerador que o meu estômago poderia aceitar. No banheiro, sempre tenho um pouco de apreensão, porque tem o famoso aquecedor de banho! Este objeto, que descobri no brasil, obriga a fazer uma escolha : ter só um pouco de água, mas quente, ou ter muita água, mas fria. Em todo o caso, a gente se sente aldrabado.

A caminho da UFBA, na Avenida Oceânica, eu sempre cruzo com as mesmas pessoas. Existe um homem muito velho, talvez 70 anos, de pele branca e muito alto, que anda lentamente no sentido oposto. Provavelmente, ele faz exercício. Entre as duas pistas da avenida, há uma faixa de terra com árvores onde uma mulher de pele preta e roupas vermelhas varre as folhas mortas. O cabelo dela é muito curto, e eu sempre me surpreendo quando a olho : ela é tão gorda, que é difícil dizer onde começam os glúteos e onde acaba a barriga. Ela, realmente, possui uma geometria particular. Mais adiante, há os motoristas de táxi que esperam tranquilamente jogando cartas. Em frente, existe um ponto de ônibus. Lá, eu reparei uma coisa estranha. Normalmente, quando uma pessoa quer que um ônibus pare, ela acena de modo que o motorista possa ver, o que é normal. Mas o engraçado, é que muitas vezes, quando se trata de uma mulher, ela acena e também gesticula com a mão exatamente como faria a asa de um pássaro. Não sei precisamente qual é o objetivo deste extra movimento, mas é claro que não ajuda o motorista  em nada.       


terça-feira, 30 de julho de 2013

Viagem à Chapada Diamantina

Por Rochelle Galvão
Nível Intermediário I

Este fim de semana passado, eu tive o prazer de viajar para a Chapada Diamantina, localizada no centro da Bahia. Por três longos dias, eu estava cercada pela beleza, ambiência, e amigos que fizeram esta viagem uma das minhas favoritas e definitivamente uma para recordar. Deixe-me compartilhar com vocês algumas das minhas coisas favoritas sobre Chapada Diamantina!
Natureza: Andando em Lençóis e nas florestas circundantes era como caminhar através de uma pintura um minuto e uma fotografia do outro. A cidade de Lençóis tinha uma sensação antiquada, enquanto caminhávamos pelas ruas de paralelepípedos. Durante a viagem, o nosso grupo fez várias caminhadas e a gente observou cachoeiras, caminhos rochosos, corpos claros de água, vegetação e até mesmo uma caverna. Crescer numa cidade movimentada, por vezes, pode fazê-lo esquecer a beleza natural que a terra é capaz de produzir.
Alimentos: Se você pudesse escolher um tipo de alimento para comer para o resto da sua vida, o que você escolheria? Sem dúvida, eu escolheria pizza! (Em segundo lugar seria o açaí, eu acho.) Felizmente para mim, eu encontrei tanto em Lençóis, por um preço extremamente acessível. A comida preparada pela pousada que ficamos também era popular entre o grupo: Viva Arroz e Feijão!


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Chapada Diamantina com os brasileiros : o improviso total !

Por Mathieu Molitor
Nível Intermediário I

O que poderia ser melhor, para um estrangeiro morando em Salvador, do que ter a possibilidade de ir para a Chapada Diamantina acompanhado por brasileiros? Nada! Então, fiquei muito feliz quando uma colega de trabalho da UFBA me perguntou se eu queria fazer caminhadas pela Chapada Diamantina por uma semana com barraca e tudo! Aceitei imediatamente, e os preparativos foram feitos rapidamente (mas seriosamente), numa alegria e excitação que me acompanharam até o dia J, onde a minha colega e eu devíamos nos encontrar na rodoviária de Salvador para pegar o ônibus que iria nos levar para a Chapada Diamantina.


         A viajem foi longa (9 horas), mas a diversidade e a beleza das paisagens naturais não paravam de me encantar, especialmente os cactos enormes que, até lá, só vi em alguns filmes de Cowboy. Não fiquei infeliz, porém, de deixar o conforto espartano do ônibus por nosso destino, uma cidade turística que se chama Andaraí, no meio da Chapada Diamantina. Lá, dois quartos de uma pousada estavam esperando a nossa chegada sob o olhar benevolente de uma zeladora bem simpática. No meu quarto, tinha um aviso na parede que dava informações úteis sobre a pousada. Como sou muito curioso, li o aviso completamente. Havia uma frase que não entendi :

domingo, 28 de julho de 2013

Viagem à Chapada Diamantina, BA, Brasil

Por Tori Jacson


Nível Intermediário I


A viagem a Lençóis, Chapada Diamantina, foi o que eu precisava para saber que eu estou verdadeiramente mudando o meu ponto de vista sobre vida.  Antes da viagem, eu tinha medo por causa das trilhas e muitas horas que seriam passadas na natureza.  Eu nunca fui uma pessoa de gostar de atividades de acampamento em floresta, por isso, achei que Lençóis não fosse um bom lugar para mim.